quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Exmos senhores,

a vossa manchete, no pretérito dia 28 de dezembro de 2012, era dominada pela expressão "Mar Vermelho". Tal expressão referia-se, como os senhores fizeram questão de realçar na dita manchete a um "banho de multidão", banho esse que se traduziu em 1500 espectadores a assistir a um treino do Sport Lisboa e Benfica. 1500 espectadores é um número que, evidentemente merece realce. Há inúmeros clubes que não conseguem ter essa assistência durante os jogos, quanto mais em treinos e, portanto, nada me move contra essa dita manchete.

Assim sendo, e depois de ter constatado que ontem estiveram 14.000 indivíduos a assistir ao treino do Futebol Clube do Porto, o que corresponde a mais de 9 vezes o número que proporcionou o "banho de multidão", eu esperava uma manchete condigna no vosso jornal, respeitante ao acontecimento supracitado, tal como "Tsunami de multidão", "Inundação no Dragão" ou "Mais um banho, mas desta vez com a luz acesa". Nada disso. Em contrapartida, o jornal ABola apresenta uma fotografia do presidente do Benfica, que me fez recordar um cartaz do filme de animação "Dumbo", e uma citação onde o dito indivíduo se afirma pela enésima vez como o salvador da pátria benfiquista. No fundo, o jornal ABola preferiu ignorar um assunto que, pelos critérios da edição de 28 de dezembro, os quais eu humildemente subscrevo, era extraordinariamente importante, para destacar uma banalidade sem qualquer relevância a não ser fazer publicidade à Michelin e à Bridgestone e atirar mais um camião de areia, (daquela bem fininha e branquinha, que parece pó), para os olhos de uma infinidade de incautos adeptos do Benfica.

Das duas uma, ou a memória na Travessa da Queimada anda com problemas, ou ABola é parcial. E se é parcial, só lhe ficava bem assumir. Não há mal nenhum e, vejamos, qual seria o clube mundial com dois jornais oficiais e dois canais de televisão? Ao menos eram os maiores nalguma coisa! Rumo aos 300.000 sócios e a ser maior que o Real Madrid!!! É que no fundo, esta propaganda foleira cheira mal. É triste, é vergonhosa. O Benfica não precisa disso e os senhores jornalistas de ABola escusam de participar nas reuniões de direcção do Benfica. Por uma questão de decoro. Esta propaganda faz lembrar o soviético Pravda. Estaline, Fidel Castro ou o Querido Líder não fariam melhor. E já toda a gente percebeu...

Cumprimentos,

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Boa tarde,

Infelizmente sou aderente da Sportv dado ser a única maneira que tenho de mitigar um vício de criança que é o futebol, ver futebol.

Dado não haver mais nenhum canal que o faça ( liga portuguesa, espanhola e inglesa) sou obrigado entre aspas a aturar os comentários que efectuam durante os jogos que transmitem, falo concretamente nos jogos onde os intervenientes são o FCP e o benfica , falando do futebol nacional.

Mais uma vez ontem no jogo braga - FCP assiste-se a um discurso tendencioso, invejoso, e aziento, sendo que os comentários vão sempre no sentido de como o adversário do FCP , seja ele quem for, deve jogar para contrariar o natural ascendente do Campeão e melhor clube português de todos os tempos com mais títulos nacionais e internacionais.Ou seja, a equipa adversária tem sempre mais um treinador de bancada a dar palpites para contrariar e se possível se sobrepor ao jogo do FCP.

Em jogos onde entram os lampiões, a situação inverte-se - os palpites vão ao encontro de como devem jogar os mouros para o mais rapidamente possível marcar e acabar com o jogo.Não, não é mania da perseguição nem qualquer tipo de complexo , que a existir seria de superioridade pois contra factos não há argumentos.Sou tripeiro e portista há 48 anos e nove meses e sou feliz desportivamente há 30 anos consecutivos.

Apenas Vos peço que como profissionais , comentadores e jornalistas, consigam despir a capa do capuchinho vermelho , pelo menos durante os noventa minutos dos jogos; vistam a capucho vermelho mas só quando levarem a dízima à avózinha das orelhas grandes! - avózinha , porque tens as orelhas tão grandes?

É o mínimo que se exige a quem paga um serviço supostamente imparcial.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Exmos. Senhores,

fui confrontado com uma infografia publicada pelo vosso jornal na edição de hoje, dia 10 de Setembro de 2012, na qual são confrontados os valores das transacções de passes de jogadores efectuadas por Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica no último período de transferências.

Quem analisar os dados por vós publicados, poderá, certamente, ser apanhado desprevenido, ficando a pensar que o presidente do Benfica é quase tão bom a negociar jogadores como a vender pneus e a negociar contratos de construção em Espanha. Analisando a vossa infografia, constata-se que o Benfica apresenta um saldo positivo entre vendas e compras de passes de 26,5 milhões de euros e o Porto de apenas 11,7 milhões.

Nada mais falso. O Record, ao apresentar os dados da forma como o fez está a enganar o mais desprevenido dos leitores. Eu compreendo que o Record tem que vender jornais. E para vender jornais, o Record tem que agradar à maioria. E a maioria é constituída por adeptos do Benfica. Pouco me importa se o Record prefere dar mais destaque a uma lesão de um guarda-redes do Benfica do que a um título internacional do Porto, ou a mais um pseudo-mega-reforço, que é o futuro melhor jogador do Mundo até se perceber que não vai para o Benfica e então já não presta, do que a uma qualificação de uma equipa portuguesa para a fase de grupos da Champions League. Qualquer pessoa por menos neurónios que tenha a funcionar percebe que o Record considera a Taça Latina um título oficial, quando a FIFA o desmente, para agradar ao seu público-alvo.

O que não se entende é que o Record use critérios diferentes para valorizar as vendas de Porto e Benfica, no sentido de chegar ao resultado pretendido, demonstrar que o Benfica negociou melhor do que o Futebol Clube do Porto.

Vamos a factos:

- Hulk foi vendido por 60 milhões de euros, detendo o Porto 85% do seu passe. O Porto comunicou que teve uma receita líquida pelos seus 85% do passe, descontando comissões, direitos de formação e prémios ao atleta, de 40 milhões de euros. Já o Benfica comunicou que alienou o passe de Javi Garcia por 20 milhões de euros. O Benfica possuía apenas 80% do passe do jogador espanhol, recebendo apenas 16 milhões de euros, isto sem contar com outros custos que possa ter incorrido aquando da transacção. Ou seja, o Record considera que o Porto recebeu 40M por Hulk, que é um valor líquido, e referente apenas à percentagem do passe detida pelo clube, mas no que respeita a Javi Garcia, considera o valor total, mesmo sabendo que o Benfica tinha apenas 80% do passe atleta;

- Pegando ainda no exemplo anterior, se o Record considerou que o Benfica recebeu 20 milhões por Javi Garcia, mesmo detendo só 80% do seu passe, porque motivo os negócios Álvaro Pereira e Belluschi foram valorizados de acordo com a percentagem que o Porto detinha dos seus passes (75 e 50%)? É que, que eu saiba, o uruguaio foi vendido por 10 milhões e o argentino por 2,5. E nem vou pegar nos negócio Yartey e Felipe Bastos, ou nos custos inerentes à venda de Witsel, que o Record, mais uma vez, ignora.

Qual é a lógica? Será a lógica do "assim dá mais jeito" ou a lógica do " que se lixe a verdade, o que importa é vender jornais e mostrar que o Benfica é o maior e o seu presidente o maior combatente do nosso défice da balança comercial"? Será que as vendas justificam tamanha demonstração de mau jornalismo? Tenho muitas dúvidas.

Sem mais assunto, agradeço a atenção dispendida na leitura deste e-mail.

Com os melhores cumprimentos,

segunda-feira, 7 de maio de 2012

... e nós com a taça

Exmos. Senhores,

hoje ao acordar, fui confrontado com a vossa manchete. Nela consta a foto de um indivíduo que se diz ser director de comunicação do Benfica mas, como já se viu em outras situações é mais o director das desculpas esfarrapadas, uma vez que só aparece a papaguear quando é preciso disfarçar a incompetência que grassa abundantemente no clube dele. Mesmo assim, ABola achou por bem que este indivíduo fosse digno de primeira página, figurando ao lado de mais um título, incendiário: "Título do Futebol Clube do Porto é um tributo dos árbitros".

Antes de mais, acho inadmissível ABola fazer apresentar um título, ao falar do Benfica. Todos sabemos que título e Benfica não combinam e podem, por momentos, enganar algum benfiquista incauto e saudosista. Já o facto de ABola fazer esta manchete, não é nada que admire. De facto, desde que o Futebol Clube do Porto se sagrou bicampeão, esta já é, pelo menos a segunda manchete do vosso jornal a menosprezar a conquista do Futebol Clube do Porto. De facto, o jornal ABola tem dado mais importância a quem não sabe perder e, acima de tudo a quem não sabe admitir que foi mais fraco, que cometeu erros do tamanho do buraco deixado em campo pelo Emerson e quem não foi capaz de segurar uma vantagem de cinco pontos, conseguida, essa sim, através de muita Paixão, penalties marcados por o defesa cabecear a bola, etc. Mas eu, tenho dignidade suficiente para não justificar os falhanços da minha equipa com árbitros quando a minha equipa joga mal e é incompetente. Já ABola, mais uma vez verga-se à subserviência que vem demonstrando ao tetra-campeão... da Taça da Liga. Dá mais tempo de antena ao fraco, miserável e ressabiado derrotado, na sua demanda para tentar justificar o injustificável e atirar areia para os olhos para os adpetos mais desprevenidos, do que ao Bi-Campeão nacional, onde a segurança do Helton, a força do Fernando e a classe inigualável, por mais manchetes de futuros craques mundiais do SLB que façam, do Lucho Gonzalez, são votadas a um vergonhoso esquecimento para se dar destaque a indivíduos que nada sabem de futebol e nenhum destaque merecem.

Os Senhores sabem porque linhas se cosem. Se querem escamotear aquilo que de facto aconteceu, força. Se querem disfarçar o facto do Benfica ter apenas um lateral direito durante toda a época, estejam à vontade. Se querem esconder o facto do treinador do Benfica achar que jogar com médios é dispensável, façam-no. Já toda a gente com um mínimo de inteligência entendeu ao serviço de quem é que vocês trabalham e quem vos dá as ordens. Mas é para o lado que eu durmo melhor. Como diria o outro: "Vocês com mal-estar e nós com a taça". E essa, ninguém no-la tira. Por muito que isso (vos) custe é a (vossa) triste realidade. Ano após ano são arrasados e ainda não perceberam...

Com os melhores cumprimentos,

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Chamem a polícia


Boa noite,

ao aceder ao vosso site, na tarde de hoje, deparei-me com a notícia do link seguinte: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=304068

A notícia não teria nada de especial, não fosse a foto utilizada, obviamente por mero acaso, de um carro da polícia à porta do Estádio do Dragão. A subtileza da utilização dessa foto, choca-me. A instituição Futebol Clube do Porto nada tem a ver com o assunto da notícia e a referência nessa foto ao melhor clube português fica mal, muito mal.

Obviamente, não é nada que admire vindo do jornal de onde vem. Vem do mesmo jornal que já vendeu o plantel do Futebol Clube do Porto três vezes nos últimos seis meses. Vem do mesmo jornal onde jornalistas travestidos de colunistas escrevem "notícias de opinião" profundamente facciosas e sempre a puxar para o mesmo lado. Vem do mesmo jornal, onde é possível publicar artigos de opinião onde se insultam as progenitoras de portistas, nortenhos e durienses. Vem do mesmo jornal que faz tábua rasa de uma decisão da Fifa, desinformando os seus leitores com o único objectivo de tapar os olhos às massas, tentando desesperadamente salvar a imagem de supremacia e grandiosidade de um poeirento e bolorento "Glorioso". Vem do mesmo jornal onde jornalistas, mais uma vez travestidos, mas desta vez de dirigentes desportivos, comparecem a reuniões de direcção de um clube.

Naturalmente, isto não passou de mais uma tentativa de descridibilizar e desestabilizar o Futebol Clube do Porto. Mais uma de muitas, até ver sem grande sucesso. Para a próxima, arranjem uns stewards. Dá mais resultado.

Até lá, eu continuarei a rir a bandeiras despregadas, com as simpáticas respostas com que o Futebol Clube do Porto vos presenteia no seu site. Mas deixo-vos um conselho: desistam. É uma Guerra perdida. E nós até temos sido Bonzinhos.

Votos de um feliz Natal em tons de azul e branco,

sábado, 13 de agosto de 2011

Boa tarde,

É com profunda surpresa que vos agradeço a resposta à minha mensagem. Confesso que já tinha desistido de receber respostas aos meus e-mails, quer do Record, quer de qualquer outro órgão de Comunicação Social, quer até do meu clube. É bom saber que as mensagens dos leitores são, de facto lidas.

No entanto, a resposta, (citada em baixo), que recebi não me satisfez.

Agradeço ao leitor o seu texto e o livre e correto exercício (salvo o último parágrafo, talvez...) do seu direito à discordância. E só não lhe dou uma resposta com a mesma dimensão porque a minha posição e a do Record são conhecidas e não mudam ao sabor de concordâncias e discordâncias: contamos a Taça Latina como título.

A FIFA tem outra "decisão oficial"? Ótimo, quando fizermos o ranking de títulos segundo a FIFA não deixaremos de respeitar essa decisão.

Mas quando elaborarmos o nosso ranking, fá-lo-emos segundo os nossos critérios. E sabe o leitor porquê? Porque não temos tutelas e não respondemos perante a FIFA, nem qualquer outra entidade. Respondemos apenas perante a lei e os leitores, e são eles, no apoio do trabalho que fazemos – e não do que alguns acham que devíamos fazer – que nos dão a liderança da imprensa desportiva em Portugal.

Quem não concordar connosco, sabe o que fazer: segue a concorrência, nomeadamente aquela que dá, aos adeptos ferrenhos de cada um dos dois clubes em causa, exatamente – e só – o que eles pretendem ler. Nessa política não entrará o Record.


Em primeiro lugar, a FIFA não tem outra decisão oficial. Tem a decisão oficial, e a única que é válida. Não há duas, nem três decisões oficiais, independentemente de quem as emanou: há uma, e é a da FIFA.

Depois, eu lamento, mas continuo a não entender como é que pode haver disparidade entre os rankings do Record e os das entidades máximas do futebol. A partir do momento em que o Record dá uma informação na capa que a FIFA demonstrou ser falsa, entra-se no domínio do absurdo. Entra-se num enorme mundo de possibilidades que vão desde a considerar que os títulos de campeão nacional só são oficiais a partir de 1990, até apresentar uma classificação do campeonato em que a vitória dá 4 pontos. E apresentar um campeão na capa que não corresponde ao vencedor oficial.

Logicamente, o Record pode fazer o que quiser neste aspecto. É um jornal privado. Mas eu não faria o que o Record fez, pois como vocês bem dizem, respondem perante os leitores.

Cumprimentos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Resposta do Record ao e-mail de 08/08/2011

Nota da QdoC

Agradeço ao leitor o seu texto e o livre e correto exercício (salvo o último parágrafo, talvez...) do seu direito à discordância. E só não lhe dou uma resposta com a mesma dimensão porque a minha posição e a do Record são conhecidas e não mudam ao sabor de concordâncias e discordâncias: contamos a Taça Latina como título.

A FIFA tem outra "decisão oficial"? Ótimo, quando fizermos o ranking de títulos segundo a FIFA não deixaremos de respeitar essa decisão.

Mas quando elaborarmos o nosso ranking, fá-lo-emos segundo os nossos critérios. E sabe o leitor porquê? Porque não temos tutelas e não respondemos perante a FIFA, nem qualquer outra entidade. Respondemos apenas perante a lei e os leitores, e são eles, no apoio do trabalho que fazemos – e não do que alguns acham que devíamos fazer – que nos dão a liderança da imprensa desportiva em Portugal.

Quem não concordar connosco, sabe o que fazer: segue a concorrência, nomeadamente aquela que dá, aos adeptos ferrenhos de cada um dos dois clubes em causa, exatamente – e só – o que eles pretendem ler. Nessa política não entrará o Record.
http://comunidade.xl.pt/Record/blogs/quintadocareca/archive/2011/08/11/ainda-a-pol-233-mica-dos-t-237-tulos-de-benfica-e-fc-porto.aspx

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Exmos. Senhores,

Já há uns meses vos contactei, a propósito do mesmo assunto desta mensagem. Constatei que, na vossa capa de hoje, dia 8 de Agosto de 2011, aparece escrito que, com a vitória na Supertaça, o Futebol Clube do Porto ultrapassou finalmente o Sport Lisboa e Benfica em número de títulos oficiais: 70 contra 69. No entanto, para podermos considerar que o Benfica tem 69 títulos, teremos de considerar a Taça Latina como título oficial, o que é, para ser simpático, no mínimo duvidoso.

A FIFA, contactada pela agência Lusa, afirmou que a Taça Latina, competição por convite, não é um título oficial. O Record discorda e, até aí, tudo bem. Cada um é livre de ter a sua opinião. Eu acho que uma competição por convite, onde clubes convidados se recusaram a participar, para ir ganhar dinheiro em competições amigáveis ou porque não tinham jogadores, ao serviço das suas selecções no Mundial de futebol é tudo menos uma competição oficial, mas todos temos direito à nossa opinião. Agora o que me faz uma tremenda confusão é que o Record ignore a opinião da autoridade máxima do futebol mundial. Por muito respeito que eu tenha pelo Record e, por mais que ache que o jornal desempenha um papel de relevo no desporto nacional, não vejo que o Record tenha qualquer autoridade para fazer tábua rasa às decisões da FIFA. Se o Record decidisse que os torneios do Guadiana e de Guimarães, o troféu Teresa Herrera, a taça da Amizade, a Eusébio Cup e a Liga de Matraquilhos do café da esquina de Unhais da Serra fossem competições oficiais teriam os leitores de o aceitar livremente?

Eu compreendo que seja difícil aceitar que o Futebol Clube do Porto seja o clube português com mais títulos. Todos temos as nossas cores clubísticas. Também acredito, enquanto assisto divertido, que doa bastante assumir a queda de alguns mitos de supremacia, superioridade e grandiosidade. Mas nada disto justifica a forma leviana como o Record abordou o assunto, ignorando a decisão oficial da FIFA, enganando os leitores com capas como a de hoje.

Toda esta história da Taça Latina já irrita. A tentativa de adiar o inadiável e de mascarar a supremacia do Porto de forma tão absurda já cheira mal. Cheira tão mal que proponho que se mude o nome ao prestigiado troféu, passando a chamar-se Taça Latrina.

Com os melhores cumprimentos

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Exmos srs,

Deparei-me hoje com uma resposta do vosso prezado director, sr. Alexandre Pais no seu blog A Quinta do Careca, respondendo a um leitor que escreveu perguntando o porquê do jornal Record não seguir as instruções da FIFA e continuar a considerar a Taça Latina como troféu oficial, como se comprova no seguinte link:

http://comunidade.xl.pt/Record/blogs/quintadocareca/archive/2011/05/25/a-ta-231-a-latina-n-227-o-conta-pr-224-fifa-pois-conta-para-o-record.aspx

Ora, os argumentos dados para esta discrepância entre a autoridade máxima do futebol mundial e o vosso jornal, são a emoção sentida pelo vosso director aquando dessa longínqua conquista do Sport Lisboa e Benfica e o impacto que isso teve nos portugueses.

Sendo certo que os senhores estão no vosso direito de exprimir a vossa opinião, permitam-me considerar esses critérios um pouco desfasados da realidade. Já pensaram que se o vosso director não fosse nascido na década de 50, nunca poderia ter sentido uma grande emoção pela conquista benfiquista?

Por outro lado, como pode o impacto de determinado título definir se este é oficial ou não? Os senhores já pensaram que o jornal Record tem o poder, como jornal desportivo mais vendido em Portugal, de influenciar esse impacto? Os senhores determinam critérios, os quais podem influenciar? Qual o sentido disto? A título exemplificativo, quando o Futebol Clube do Porto venceu a sua 2ª Taça Intercontinental, o vosso jornal remeteu esse notável feito do clube português com mais títulos a um canto da capa, dando destaque a uma lesão do guarda-redes José Moreira. Será que esse título do Porto deve deixar de ser considerado, ou dever-se-á adicionar ao espólio vermelho o Troféu Internacional Lesão do Moreira?

Por outro lado, existirá altura do ano com mais impacto do que o defeso? A altura onde se prometem as melhores equipas dos últimos 10 anos, onde se afirma que "este ano é que é", onde depois de uma vitória no valiosíssimo torneio do Guadiana, (não se esqueçam de adicionar, olhem que o estádio está sempre cheio), se garante que ninguém ganha ao Benfica, a altura onde se fazem candidaturas à Champions League e onde pululam mega-craques em entusiasmadas manchetes matutinas e que, invariavelmente, acabam num qualquer outro clube e que chegam a incluir jogadores de Futsal. Que tal instituir a "Liga das melhores equipas dos últimos 10 anos"? Ou a "Copa dos pseudo-reforços"? Ou ainda, mais genericamente, que me dizem criar o troféu "Campeões da pré-época"? Por certo, o Sport Lisboa e Benfica, com estes títulos todos, rapidamente chegará aos 150 títulos, adiando esta discussão por mais 30 anos? Fica a sugestão.

Com os melhores cumprimentos,

segunda-feira, 7 de março de 2011

Exmos. Srs.

Serve este e-mail para dar conta do meu desagrado perante a manchete de hoje no Jornal ABola.

Antes de mais, nada tenho contra que o vosso jornal, ou qualquer outro órgão de comunicação social privado, se declare pró ou contra determinado clube, força política, ou laboratório fabricante de comprimidos para a azia. Sendo privados, só lê, compra, vê, ouve, quem quer. Gostava apenas que o admitissem, mas mais vale esperar sentado.

No entanto, não tolero quando essa parcialidade se transforma numa cegueira abjecta, sem outras intenções que não sejam a lavagem cerebral de massas e a tentativa de justificar o injustificável, inventando fantasmas, perseguições e afins para mascarar os verdadeiros culpados de determinada situação.

Como já disse, pouco me interessa se o vosso jornal apoia o Benfica, o Porto ou o Recreativo de Huelva. É-me indiferente se fazem capas especiais só porque o Benfica ganhou no Dragão, ou se fazem uma manchete com Jorge Jesus, "ignorando" um inesquecível 5-0. Confesso até que essa capa me deu muito prazer e me deixou com um sorriso nos lábios. Mas o que se passou hoje, vai muito além da chamada "clubite". O título "Xistra decidiu o que já estava decidido" é vergonhoso, repugnante, rasteiro. Em bom português é, até, foleiro. A um jornal pede-se decência, decoro e que informe. Não se pedem invenções. Mas se dúvidas existissem quanto ao sentido deste título, uma caixa na manchete diz: "F. C. Porto não precisava de ajuda para ganhar o título com mérito". Mas a que propósito é que o Porto é chamado? Ou melhor, com que intenções é que o nome do Porto é usado desta maneira vil? Claro que é sempre bom saber que o Porto será campeão com mérito. Já que não o tivemos quando trucidamos o vosso clube, em Novembro, merece destaque ver que afinal sempre merecemos alguma coisa. Se os senhores acreditam mesmo nisso do mérito do Porto ou se foi o desespero a falar mais alto, é que já não sei.
Voltando à já falada pouco gloriosa manchete, interrogo-me o porquê do título já estar decidido. Não foi o vosso jornal que nos tem presenteado com memoráveis manchetes sobre o Benfica, tipo "À Campeão!", ou anunciando que o Benfica ainda está na corrida pelo título? O que é que mudou num fim-de-semana, para antes do jogo de Braga o título ter passado de "em aberto" para "resolvido"? É que das duas uma, ou os senhores andaram a mentir aos vossos leitores semanas a fio, ou estão a tentar enganar uns quantos inocentes, atirando as culpas das derrotas do vosso clube para os árbitros.

Muito sinceramente, o que se passou hoje foi mau, muito mau. Espero muito sinceramente que não se torne a repetir. Ficamos todos a ganhar com isso. Haja um pingo de vergonha.

Com os melhores cumprimentos,


PS: Porque não fazer uma capa a dizer: "Roberto decidiu o que já estava decidido"? Era capaz de fazer mais algum sentido, digo eu.