Bom dia,
leio hoje, na vossa edição online, que Pedro Proença criticou, na cerimónia de entrega de insígnias de árbitros internacionais, os treinadores que criticam os árbitros apenas quando os clubes que são orientados por estes são prejudicados, e não quando são beneficiados. Eu confesso que concordo com o que Pedro Proença disse. Seria justo e coerente fazê-lo, e uma prova de elevação dos técnicos nacionais.
Com o que eu não posso concordar é com a frase seguinte da notícia, onde ABola, num exercício mais próximo da adivinhação e da bruxaria do que do jornalismo, afirma que as críticas foram dirigidas ao treinador do Futebol Clube do Porto, Vítor Pereira, por este se ter, legitimamente, insurgido veementemente contra a arbitragem do Benfica-Porto, onde a opinião pública foi unânime em reconhecer que o Porto foi prejudicado e um vice-presidente do Benfica travestido de comentador desportivo teve que se abster de comentar alguns lances, para não ter que reconhecer tal facto e, consequentemente engolir um gigantesco sapo.
Como é que ABola pode afirmar clara, e convictamente, que Pedro Proença estava a criticar Vítor Pereira? Quantos e quantos treinadores criticam, semana após semana, arbitragens? Aliás, nesse mesmo jogo, Jorge Jesus, o treinador do Benfica, elogiou a arbitragem que, claramente, beneficiou a equipa por ele orientada. Recorde-se que Jorge Jesus, jamais em tempo algum, se coibiu de criticar árbitros e auxiliares, chegando inclusivamente a por em causa a ética e a dignidade deste agentes desportivos, quando acusou um assistente de ter visto um fora-de-jogo e de não o ter marcado por não ter querido fazê-lo. Será que as críticas de Proença não foram dirigidas a Jorge Jesus? O treinador do Benfica cumpre os requisitos para ser englobado nas críticas de Proença. Só critica quando se sente prejudicado e, quando é beneficiado, afirma taxativamente que a arbitragem foi excelente.
Isto leva-me a questionar: porque é que o treinador do Benfica não foi, de acordo com o professor Karamba que escreveu a notícia, visado nas críticas de Proença? Porque é que foi apenas Vítor Pereira a, segundo o vosso oráculo, sê-lo? Esta manipulação da opinião pública já cansa. Este atirar de areia para os olhos dos leitores já enjoa. E esta parcialidade encapotada do jornal ABola roça o ridículo, para além de demonstrar uma falta de verticalidade, de coragem e de dignidade gritantes. E isto são dados objectivos. Não foram lidos nas estrelas, bolas de cristal ou em linhas, sejam elas de que forem, na palma da mão.
Cumprimentos,
PS: Espero que os vossos poderes não cheguem ao ponto de já saberem quem será o campeão nacional de 2012. Era mau sinal. De qualquer forma, aceito de bom grado se me quiserem dar os números do Euromilhões
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Boa noite,
estava eu comodamente instalado no meu sofá, a ouvir a emissão da TVI24, após o jogo que opôs o Futebol Clube do Porto e o Vitória Futebol Clube, quando o jornalista de serviço diz: "Passando ao jogo mais importante do dia, o Benfica-Académica", o que me causou imensa surpresa.
Ora, a surpresa foi causada por não encontrar motivos que justificassem tal distinção. Vejamos, nenhum dos clubes em acção hoje estava, a priori, qualificado para a fase seguinte da competição. Pelo menos três dos jogos de hoje eram disputados entre equipas com reais possibilidades de apuramento. Não há nenhum critério que faça com que o jogo de hoje entre o Benfica e a Académica seja mais importante do que os jogos do Porto e do Braga. Aliás, no jogo do Porto participou o campeão nacional em título, que é também a equipa mais laureada de sempre da história do futebol português, mesmo que os rivais incluam taças latinas, da amizade e cheias de cerveja no seu pecúlio. Como se não bastasse, durante o jogo do Porto, os jornalistas de serviço também se preocuparam mais com o jogo do Benfica e com a sua publicidade do que com o jogo que estavam a narrar e a comentar, ou a tentar fazê-lo, para ser mais preciso. Ainda assim, desta vez não falaram do trânsito na VCI. Já se nota a evolução. Qualquer dia até acertam no nome dos jogadores.
Só encontro duas explicações para o sucedido: ou o jornalista estava a falar na óptica do Benfica, e aí compreende-se a importância vital deste jogo, dado que é o único título que o clube consegue conquistar com regularidade desde que eu existo, ou a TVI resolveu juntar-se ao crescente lote de órgão de comunicação social que presta vassalagem ao Benfica. E se foi este o caso, creio que deveríamos chamar a Luís Filipe Vieira, o Berlusconi português. A TVI desrespeitou o Porto, o Vitória de Setúbal, o Beira-Mar e o Braga. Diria até que a TVI tinha escarrado violentamente na cara dos adeptos destes clubes, mas como por um lado isso tem sido um comportamento elogiado em certos comunicados do clube do vosso ex-patrão e, provavelmente, do actual, e como a TVI teve a (in)decência de ignorar outras escarradelas famosas da nossa praça, prefiro calar-me, para não correr o risco de interpretarem a minha opinião como um elogio à vossa postura. A TVI deu prioridade ao Benfica. A TVI considera o Benfica mais importante que os demais clubes. A TVI tem programas de desporto quase exclusivamente com comentadores benfiquistas. A TVI presta vassalagem ao Benfica.
Mas eu, como sou boa pessoa, deixo-vos uma sugestão: façam um programa sobre o Benfica na Liga dos Campeões. O canal TVI Ficção parece-me adequado.
Cumprimentos,
estava eu comodamente instalado no meu sofá, a ouvir a emissão da TVI24, após o jogo que opôs o Futebol Clube do Porto e o Vitória Futebol Clube, quando o jornalista de serviço diz: "Passando ao jogo mais importante do dia, o Benfica-Académica", o que me causou imensa surpresa.
Ora, a surpresa foi causada por não encontrar motivos que justificassem tal distinção. Vejamos, nenhum dos clubes em acção hoje estava, a priori, qualificado para a fase seguinte da competição. Pelo menos três dos jogos de hoje eram disputados entre equipas com reais possibilidades de apuramento. Não há nenhum critério que faça com que o jogo de hoje entre o Benfica e a Académica seja mais importante do que os jogos do Porto e do Braga. Aliás, no jogo do Porto participou o campeão nacional em título, que é também a equipa mais laureada de sempre da história do futebol português, mesmo que os rivais incluam taças latinas, da amizade e cheias de cerveja no seu pecúlio. Como se não bastasse, durante o jogo do Porto, os jornalistas de serviço também se preocuparam mais com o jogo do Benfica e com a sua publicidade do que com o jogo que estavam a narrar e a comentar, ou a tentar fazê-lo, para ser mais preciso. Ainda assim, desta vez não falaram do trânsito na VCI. Já se nota a evolução. Qualquer dia até acertam no nome dos jogadores.
Só encontro duas explicações para o sucedido: ou o jornalista estava a falar na óptica do Benfica, e aí compreende-se a importância vital deste jogo, dado que é o único título que o clube consegue conquistar com regularidade desde que eu existo, ou a TVI resolveu juntar-se ao crescente lote de órgão de comunicação social que presta vassalagem ao Benfica. E se foi este o caso, creio que deveríamos chamar a Luís Filipe Vieira, o Berlusconi português. A TVI desrespeitou o Porto, o Vitória de Setúbal, o Beira-Mar e o Braga. Diria até que a TVI tinha escarrado violentamente na cara dos adeptos destes clubes, mas como por um lado isso tem sido um comportamento elogiado em certos comunicados do clube do vosso ex-patrão e, provavelmente, do actual, e como a TVI teve a (in)decência de ignorar outras escarradelas famosas da nossa praça, prefiro calar-me, para não correr o risco de interpretarem a minha opinião como um elogio à vossa postura. A TVI deu prioridade ao Benfica. A TVI considera o Benfica mais importante que os demais clubes. A TVI tem programas de desporto quase exclusivamente com comentadores benfiquistas. A TVI presta vassalagem ao Benfica.
Mas eu, como sou boa pessoa, deixo-vos uma sugestão: façam um programa sobre o Benfica na Liga dos Campeões. O canal TVI Ficção parece-me adequado.
Cumprimentos,
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Exmos senhores,
a vossa manchete, no pretérito dia 28 de dezembro de 2012, era dominada pela expressão "Mar Vermelho". Tal expressão referia-se, como os senhores fizeram questão de realçar na dita manchete a um "banho de multidão", banho esse que se traduziu em 1500 espectadores a assistir a um treino do Sport Lisboa e Benfica. 1500 espectadores é um número que, evidentemente merece realce. Há inúmeros clubes que não conseguem ter essa assistência durante os jogos, quanto mais em treinos e, portanto, nada me move contra essa dita manchete.
Assim sendo, e depois de ter constatado que ontem estiveram 14.000 indivíduos a assistir ao treino do Futebol Clube do Porto, o que corresponde a mais de 9 vezes o número que proporcionou o "banho de multidão", eu esperava uma manchete condigna no vosso jornal, respeitante ao acontecimento supracitado, tal como "Tsunami de multidão", "Inundação no Dragão" ou "Mais um banho, mas desta vez com a luz acesa". Nada disso. Em contrapartida, o jornal ABola apresenta uma fotografia do presidente do Benfica, que me fez recordar um cartaz do filme de animação "Dumbo", e uma citação onde o dito indivíduo se afirma pela enésima vez como o salvador da pátria benfiquista. No fundo, o jornal ABola preferiu ignorar um assunto que, pelos critérios da edição de 28 de dezembro, os quais eu humildemente subscrevo, era extraordinariamente importante, para destacar uma banalidade sem qualquer relevância a não ser fazer publicidade à Michelin e à Bridgestone e atirar mais um camião de areia, (daquela bem fininha e branquinha, que parece pó), para os olhos de uma infinidade de incautos adeptos do Benfica.
Das duas uma, ou a memória na Travessa da Queimada anda com problemas, ou ABola é parcial. E se é parcial, só lhe ficava bem assumir. Não há mal nenhum e, vejamos, qual seria o clube mundial com dois jornais oficiais e dois canais de televisão? Ao menos eram os maiores nalguma coisa! Rumo aos 300.000 sócios e a ser maior que o Real Madrid!!! É que no fundo, esta propaganda foleira cheira mal. É triste, é vergonhosa. O Benfica não precisa disso e os senhores jornalistas de ABola escusam de participar nas reuniões de direcção do Benfica. Por uma questão de decoro. Esta propaganda faz lembrar o soviético Pravda. Estaline, Fidel Castro ou o Querido Líder não fariam melhor. E já toda a gente percebeu...
Cumprimentos,
a vossa manchete, no pretérito dia 28 de dezembro de 2012, era dominada pela expressão "Mar Vermelho". Tal expressão referia-se, como os senhores fizeram questão de realçar na dita manchete a um "banho de multidão", banho esse que se traduziu em 1500 espectadores a assistir a um treino do Sport Lisboa e Benfica. 1500 espectadores é um número que, evidentemente merece realce. Há inúmeros clubes que não conseguem ter essa assistência durante os jogos, quanto mais em treinos e, portanto, nada me move contra essa dita manchete.
Assim sendo, e depois de ter constatado que ontem estiveram 14.000 indivíduos a assistir ao treino do Futebol Clube do Porto, o que corresponde a mais de 9 vezes o número que proporcionou o "banho de multidão", eu esperava uma manchete condigna no vosso jornal, respeitante ao acontecimento supracitado, tal como "Tsunami de multidão", "Inundação no Dragão" ou "Mais um banho, mas desta vez com a luz acesa". Nada disso. Em contrapartida, o jornal ABola apresenta uma fotografia do presidente do Benfica, que me fez recordar um cartaz do filme de animação "Dumbo", e uma citação onde o dito indivíduo se afirma pela enésima vez como o salvador da pátria benfiquista. No fundo, o jornal ABola preferiu ignorar um assunto que, pelos critérios da edição de 28 de dezembro, os quais eu humildemente subscrevo, era extraordinariamente importante, para destacar uma banalidade sem qualquer relevância a não ser fazer publicidade à Michelin e à Bridgestone e atirar mais um camião de areia, (daquela bem fininha e branquinha, que parece pó), para os olhos de uma infinidade de incautos adeptos do Benfica.
Das duas uma, ou a memória na Travessa da Queimada anda com problemas, ou ABola é parcial. E se é parcial, só lhe ficava bem assumir. Não há mal nenhum e, vejamos, qual seria o clube mundial com dois jornais oficiais e dois canais de televisão? Ao menos eram os maiores nalguma coisa! Rumo aos 300.000 sócios e a ser maior que o Real Madrid!!! É que no fundo, esta propaganda foleira cheira mal. É triste, é vergonhosa. O Benfica não precisa disso e os senhores jornalistas de ABola escusam de participar nas reuniões de direcção do Benfica. Por uma questão de decoro. Esta propaganda faz lembrar o soviético Pravda. Estaline, Fidel Castro ou o Querido Líder não fariam melhor. E já toda a gente percebeu...
Cumprimentos,
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Boa tarde,
Infelizmente sou aderente da Sportv dado ser a única maneira que tenho de mitigar um vício de criança que é o futebol, ver futebol.
Dado não haver mais nenhum canal que o faça ( liga portuguesa, espanhola e inglesa) sou obrigado entre aspas a aturar os comentários que efectuam durante os jogos que transmitem, falo concretamente nos jogos onde os intervenientes são o FCP e o benfica , falando do futebol nacional.
Mais uma vez ontem no jogo braga - FCP assiste-se a um discurso tendencioso, invejoso, e aziento, sendo que os comentários vão sempre no sentido de como o adversário do FCP , seja ele quem for, deve jogar para contrariar o natural ascendente do Campeão e melhor clube português de todos os tempos com mais títulos nacionais e internacionais.Ou seja, a equipa adversária tem sempre mais um treinador de bancada a dar palpites para contrariar e se possível se sobrepor ao jogo do FCP.
Em jogos onde entram os lampiões, a situação inverte-se - os palpites vão ao encontro de como devem jogar os mouros para o mais rapidamente possível marcar e acabar com o jogo.Não, não é mania da perseguição nem qualquer tipo de complexo , que a existir seria de superioridade pois contra factos não há argumentos.Sou tripeiro e portista há 48 anos e nove meses e sou feliz desportivamente há 30 anos consecutivos.
Apenas Vos peço que como profissionais , comentadores e jornalistas, consigam despir a capa do capuchinho vermelho , pelo menos durante os noventa minutos dos jogos; vistam a capucho vermelho mas só quando levarem a dízima à avózinha das orelhas grandes! - avózinha , porque tens as orelhas tão grandes?
É o mínimo que se exige a quem paga um serviço supostamente imparcial.
Infelizmente sou aderente da Sportv dado ser a única maneira que tenho de mitigar um vício de criança que é o futebol, ver futebol.
Dado não haver mais nenhum canal que o faça ( liga portuguesa, espanhola e inglesa) sou obrigado entre aspas a aturar os comentários que efectuam durante os jogos que transmitem, falo concretamente nos jogos onde os intervenientes são o FCP e o benfica , falando do futebol nacional.
Mais uma vez ontem no jogo braga - FCP assiste-se a um discurso tendencioso, invejoso, e aziento, sendo que os comentários vão sempre no sentido de como o adversário do FCP , seja ele quem for, deve jogar para contrariar o natural ascendente do Campeão e melhor clube português de todos os tempos com mais títulos nacionais e internacionais.Ou seja, a equipa adversária tem sempre mais um treinador de bancada a dar palpites para contrariar e se possível se sobrepor ao jogo do FCP.
Em jogos onde entram os lampiões, a situação inverte-se - os palpites vão ao encontro de como devem jogar os mouros para o mais rapidamente possível marcar e acabar com o jogo.Não, não é mania da perseguição nem qualquer tipo de complexo , que a existir seria de superioridade pois contra factos não há argumentos.Sou tripeiro e portista há 48 anos e nove meses e sou feliz desportivamente há 30 anos consecutivos.
Apenas Vos peço que como profissionais , comentadores e jornalistas, consigam despir a capa do capuchinho vermelho , pelo menos durante os noventa minutos dos jogos; vistam a capucho vermelho mas só quando levarem a dízima à avózinha das orelhas grandes! - avózinha , porque tens as orelhas tão grandes?
É o mínimo que se exige a quem paga um serviço supostamente imparcial.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Exmos. Senhores,
fui confrontado com uma infografia publicada pelo vosso jornal na edição de hoje, dia 10 de Setembro de 2012, na qual são confrontados os valores das transacções de passes de jogadores efectuadas por Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica no último período de transferências.
Quem analisar os dados por vós publicados, poderá, certamente, ser apanhado desprevenido, ficando a pensar que o presidente do Benfica é quase tão bom a negociar jogadores como a vender pneus e a negociar contratos de construção em Espanha. Analisando a vossa infografia, constata-se que o Benfica apresenta um saldo positivo entre vendas e compras de passes de 26,5 milhões de euros e o Porto de apenas 11,7 milhões.
Nada mais falso. O Record, ao apresentar os dados da forma como o fez está a enganar o mais desprevenido dos leitores. Eu compreendo que o Record tem que vender jornais. E para vender jornais, o Record tem que agradar à maioria. E a maioria é constituída por adeptos do Benfica. Pouco me importa se o Record prefere dar mais destaque a uma lesão de um guarda-redes do Benfica do que a um título internacional do Porto, ou a mais um pseudo-mega-reforço, que é o futuro melhor jogador do Mundo até se perceber que não vai para o Benfica e então já não presta, do que a uma qualificação de uma equipa portuguesa para a fase de grupos da Champions League. Qualquer pessoa por menos neurónios que tenha a funcionar percebe que o Record considera a Taça Latina um título oficial, quando a FIFA o desmente, para agradar ao seu público-alvo.
O que não se entende é que o Record use critérios diferentes para valorizar as vendas de Porto e Benfica, no sentido de chegar ao resultado pretendido, demonstrar que o Benfica negociou melhor do que o Futebol Clube do Porto.
Vamos a factos:
- Hulk foi vendido por 60 milhões de euros, detendo o Porto 85% do seu passe. O Porto comunicou que teve uma receita líquida pelos seus 85% do passe, descontando comissões, direitos de formação e prémios ao atleta, de 40 milhões de euros. Já o Benfica comunicou que alienou o passe de Javi Garcia por 20 milhões de euros. O Benfica possuía apenas 80% do passe do jogador espanhol, recebendo apenas 16 milhões de euros, isto sem contar com outros custos que possa ter incorrido aquando da transacção. Ou seja, o Record considera que o Porto recebeu 40M por Hulk, que é um valor líquido, e referente apenas à percentagem do passe detida pelo clube, mas no que respeita a Javi Garcia, considera o valor total, mesmo sabendo que o Benfica tinha apenas 80% do passe atleta;
- Pegando ainda no exemplo anterior, se o Record considerou que o Benfica recebeu 20 milhões por Javi Garcia, mesmo detendo só 80% do seu passe, porque motivo os negócios Álvaro Pereira e Belluschi foram valorizados de acordo com a percentagem que o Porto detinha dos seus passes (75 e 50%)? É que, que eu saiba, o uruguaio foi vendido por 10 milhões e o argentino por 2,5. E nem vou pegar nos negócio Yartey e Felipe Bastos, ou nos custos inerentes à venda de Witsel, que o Record, mais uma vez, ignora.
Qual é a lógica? Será a lógica do "assim dá mais jeito" ou a lógica do " que se lixe a verdade, o que importa é vender jornais e mostrar que o Benfica é o maior e o seu presidente o maior combatente do nosso défice da balança comercial"? Será que as vendas justificam tamanha demonstração de mau jornalismo? Tenho muitas dúvidas.
Sem mais assunto, agradeço a atenção dispendida na leitura deste e-mail.
Com os melhores cumprimentos,
segunda-feira, 7 de maio de 2012
... e nós com a taça
Exmos. Senhores,
hoje ao acordar, fui confrontado com a vossa manchete. Nela consta a foto de um indivíduo que se diz ser director de comunicação do Benfica mas, como já se viu em outras situações é mais o director das desculpas esfarrapadas, uma vez que só aparece a papaguear quando é preciso disfarçar a incompetência que grassa abundantemente no clube dele. Mesmo assim, ABola achou por bem que este indivíduo fosse digno de primeira página, figurando ao lado de mais um título, incendiário: "Título do Futebol Clube do Porto é um tributo dos árbitros".
Antes de mais, acho inadmissível ABola fazer apresentar um título, ao falar do Benfica. Todos sabemos que título e Benfica não combinam e podem, por momentos, enganar algum benfiquista incauto e saudosista. Já o facto de ABola fazer esta manchete, não é nada que admire. De facto, desde que o Futebol Clube do Porto se sagrou bicampeão, esta já é, pelo menos a segunda manchete do vosso jornal a menosprezar a conquista do Futebol Clube do Porto. De facto, o jornal ABola tem dado mais importância a quem não sabe perder e, acima de tudo a quem não sabe admitir que foi mais fraco, que cometeu erros do tamanho do buraco deixado em campo pelo Emerson e quem não foi capaz de segurar uma vantagem de cinco pontos, conseguida, essa sim, através de muita Paixão, penalties marcados por o defesa cabecear a bola, etc. Mas eu, tenho dignidade suficiente para não justificar os falhanços da minha equipa com árbitros quando a minha equipa joga mal e é incompetente. Já ABola, mais uma vez verga-se à subserviência que vem demonstrando ao tetra-campeão... da Taça da Liga. Dá mais tempo de antena ao fraco, miserável e ressabiado derrotado, na sua demanda para tentar justificar o injustificável e atirar areia para os olhos para os adpetos mais desprevenidos, do que ao Bi-Campeão nacional, onde a segurança do Helton, a força do Fernando e a classe inigualável, por mais manchetes de futuros craques mundiais do SLB que façam, do Lucho Gonzalez, são votadas a um vergonhoso esquecimento para se dar destaque a indivíduos que nada sabem de futebol e nenhum destaque merecem.
Os Senhores sabem porque linhas se cosem. Se querem escamotear aquilo que de facto aconteceu, força. Se querem disfarçar o facto do Benfica ter apenas um lateral direito durante toda a época, estejam à vontade. Se querem esconder o facto do treinador do Benfica achar que jogar com médios é dispensável, façam-no. Já toda a gente com um mínimo de inteligência entendeu ao serviço de quem é que vocês trabalham e quem vos dá as ordens. Mas é para o lado que eu durmo melhor. Como diria o outro: "Vocês com mal-estar e nós com a taça". E essa, ninguém no-la tira. Por muito que isso (vos) custe é a (vossa) triste realidade. Ano após ano são arrasados e ainda não perceberam...
Com os melhores cumprimentos,
Exmos. Senhores,
hoje ao acordar, fui confrontado com a vossa manchete. Nela consta a foto de um indivíduo que se diz ser director de comunicação do Benfica mas, como já se viu em outras situações é mais o director das desculpas esfarrapadas, uma vez que só aparece a papaguear quando é preciso disfarçar a incompetência que grassa abundantemente no clube dele. Mesmo assim, ABola achou por bem que este indivíduo fosse digno de primeira página, figurando ao lado de mais um título, incendiário: "Título do Futebol Clube do Porto é um tributo dos árbitros".
Antes de mais, acho inadmissível ABola fazer apresentar um título, ao falar do Benfica. Todos sabemos que título e Benfica não combinam e podem, por momentos, enganar algum benfiquista incauto e saudosista. Já o facto de ABola fazer esta manchete, não é nada que admire. De facto, desde que o Futebol Clube do Porto se sagrou bicampeão, esta já é, pelo menos a segunda manchete do vosso jornal a menosprezar a conquista do Futebol Clube do Porto. De facto, o jornal ABola tem dado mais importância a quem não sabe perder e, acima de tudo a quem não sabe admitir que foi mais fraco, que cometeu erros do tamanho do buraco deixado em campo pelo Emerson e quem não foi capaz de segurar uma vantagem de cinco pontos, conseguida, essa sim, através de muita Paixão, penalties marcados por o defesa cabecear a bola, etc. Mas eu, tenho dignidade suficiente para não justificar os falhanços da minha equipa com árbitros quando a minha equipa joga mal e é incompetente. Já ABola, mais uma vez verga-se à subserviência que vem demonstrando ao tetra-campeão... da Taça da Liga. Dá mais tempo de antena ao fraco, miserável e ressabiado derrotado, na sua demanda para tentar justificar o injustificável e atirar areia para os olhos para os adpetos mais desprevenidos, do que ao Bi-Campeão nacional, onde a segurança do Helton, a força do Fernando e a classe inigualável, por mais manchetes de futuros craques mundiais do SLB que façam, do Lucho Gonzalez, são votadas a um vergonhoso esquecimento para se dar destaque a indivíduos que nada sabem de futebol e nenhum destaque merecem.
Os Senhores sabem porque linhas se cosem. Se querem escamotear aquilo que de facto aconteceu, força. Se querem disfarçar o facto do Benfica ter apenas um lateral direito durante toda a época, estejam à vontade. Se querem esconder o facto do treinador do Benfica achar que jogar com médios é dispensável, façam-no. Já toda a gente com um mínimo de inteligência entendeu ao serviço de quem é que vocês trabalham e quem vos dá as ordens. Mas é para o lado que eu durmo melhor. Como diria o outro: "Vocês com mal-estar e nós com a taça". E essa, ninguém no-la tira. Por muito que isso (vos) custe é a (vossa) triste realidade. Ano após ano são arrasados e ainda não perceberam...
Com os melhores cumprimentos,
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Chamem a polícia
Boa noite,
ao aceder ao vosso site, na tarde de hoje, deparei-me com a notícia do link seguinte: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=304068
A notícia não teria nada de especial, não fosse a foto utilizada, obviamente por mero acaso, de um carro da polícia à porta do Estádio do Dragão. A subtileza da utilização dessa foto, choca-me. A instituição Futebol Clube do Porto nada tem a ver com o assunto da notícia e a referência nessa foto ao melhor clube português fica mal, muito mal.
Obviamente, não é nada que admire vindo do jornal de onde vem. Vem do mesmo jornal que já vendeu o plantel do Futebol Clube do Porto três vezes nos últimos seis meses. Vem do mesmo jornal onde jornalistas travestidos de colunistas escrevem "notícias de opinião" profundamente facciosas e sempre a puxar para o mesmo lado. Vem do mesmo jornal, onde é possível publicar artigos de opinião onde se insultam as progenitoras de portistas, nortenhos e durienses. Vem do mesmo jornal que faz tábua rasa de uma decisão da Fifa, desinformando os seus leitores com o único objectivo de tapar os olhos às massas, tentando desesperadamente salvar a imagem de supremacia e grandiosidade de um poeirento e bolorento "Glorioso". Vem do mesmo jornal onde jornalistas, mais uma vez travestidos, mas desta vez de dirigentes desportivos, comparecem a reuniões de direcção de um clube.
Naturalmente, isto não passou de mais uma tentativa de descridibilizar e desestabilizar o Futebol Clube do Porto. Mais uma de muitas, até ver sem grande sucesso. Para a próxima, arranjem uns stewards. Dá mais resultado.
Até lá, eu continuarei a rir a bandeiras despregadas, com as simpáticas respostas com que o Futebol Clube do Porto vos presenteia no seu site. Mas deixo-vos um conselho: desistam. É uma Guerra perdida. E nós até temos sido Bonzinhos.
Votos de um feliz Natal em tons de azul e branco,
sábado, 13 de agosto de 2011
Boa tarde,
É com profunda surpresa que vos agradeço a resposta à minha mensagem. Confesso que já tinha desistido de receber respostas aos meus e-mails, quer do Record, quer de qualquer outro órgão de Comunicação Social, quer até do meu clube. É bom saber que as mensagens dos leitores são, de facto lidas.
No entanto, a resposta, (citada em baixo), que recebi não me satisfez.
Agradeço ao leitor o seu texto e o livre e correto exercício (salvo o último parágrafo, talvez...) do seu direito à discordância. E só não lhe dou uma resposta com a mesma dimensão porque a minha posição e a do Record são conhecidas e não mudam ao sabor de concordâncias e discordâncias: contamos a Taça Latina como título.
A FIFA tem outra "decisão oficial"? Ótimo, quando fizermos o ranking de títulos segundo a FIFA não deixaremos de respeitar essa decisão.
Mas quando elaborarmos o nosso ranking, fá-lo-emos segundo os nossos critérios. E sabe o leitor porquê? Porque não temos tutelas e não respondemos perante a FIFA, nem qualquer outra entidade. Respondemos apenas perante a lei e os leitores, e são eles, no apoio do trabalho que fazemos – e não do que alguns acham que devíamos fazer – que nos dão a liderança da imprensa desportiva em Portugal.
Quem não concordar connosco, sabe o que fazer: segue a concorrência, nomeadamente aquela que dá, aos adeptos ferrenhos de cada um dos dois clubes em causa, exatamente – e só – o que eles pretendem ler. Nessa política não entrará o Record.
Em primeiro lugar, a FIFA não tem outra decisão oficial. Tem a decisão oficial, e a única que é válida. Não há duas, nem três decisões oficiais, independentemente de quem as emanou: há uma, e é a da FIFA.
Depois, eu lamento, mas continuo a não entender como é que pode haver disparidade entre os rankings do Record e os das entidades máximas do futebol. A partir do momento em que o Record dá uma informação na capa que a FIFA demonstrou ser falsa, entra-se no domínio do absurdo. Entra-se num enorme mundo de possibilidades que vão desde a considerar que os títulos de campeão nacional só são oficiais a partir de 1990, até apresentar uma classificação do campeonato em que a vitória dá 4 pontos. E apresentar um campeão na capa que não corresponde ao vencedor oficial.
Logicamente, o Record pode fazer o que quiser neste aspecto. É um jornal privado. Mas eu não faria o que o Record fez, pois como vocês bem dizem, respondem perante os leitores.
Cumprimentos.
É com profunda surpresa que vos agradeço a resposta à minha mensagem. Confesso que já tinha desistido de receber respostas aos meus e-mails, quer do Record, quer de qualquer outro órgão de Comunicação Social, quer até do meu clube. É bom saber que as mensagens dos leitores são, de facto lidas.
No entanto, a resposta, (citada em baixo), que recebi não me satisfez.
Agradeço ao leitor o seu texto e o livre e correto exercício (salvo o último parágrafo, talvez...) do seu direito à discordância. E só não lhe dou uma resposta com a mesma dimensão porque a minha posição e a do Record são conhecidas e não mudam ao sabor de concordâncias e discordâncias: contamos a Taça Latina como título.
A FIFA tem outra "decisão oficial"? Ótimo, quando fizermos o ranking de títulos segundo a FIFA não deixaremos de respeitar essa decisão.
Mas quando elaborarmos o nosso ranking, fá-lo-emos segundo os nossos critérios. E sabe o leitor porquê? Porque não temos tutelas e não respondemos perante a FIFA, nem qualquer outra entidade. Respondemos apenas perante a lei e os leitores, e são eles, no apoio do trabalho que fazemos – e não do que alguns acham que devíamos fazer – que nos dão a liderança da imprensa desportiva em Portugal.
Quem não concordar connosco, sabe o que fazer: segue a concorrência, nomeadamente aquela que dá, aos adeptos ferrenhos de cada um dos dois clubes em causa, exatamente – e só – o que eles pretendem ler. Nessa política não entrará o Record.
Em primeiro lugar, a FIFA não tem outra decisão oficial. Tem a decisão oficial, e a única que é válida. Não há duas, nem três decisões oficiais, independentemente de quem as emanou: há uma, e é a da FIFA.
Depois, eu lamento, mas continuo a não entender como é que pode haver disparidade entre os rankings do Record e os das entidades máximas do futebol. A partir do momento em que o Record dá uma informação na capa que a FIFA demonstrou ser falsa, entra-se no domínio do absurdo. Entra-se num enorme mundo de possibilidades que vão desde a considerar que os títulos de campeão nacional só são oficiais a partir de 1990, até apresentar uma classificação do campeonato em que a vitória dá 4 pontos. E apresentar um campeão na capa que não corresponde ao vencedor oficial.
Logicamente, o Record pode fazer o que quiser neste aspecto. É um jornal privado. Mas eu não faria o que o Record fez, pois como vocês bem dizem, respondem perante os leitores.
Cumprimentos.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Resposta do Record ao e-mail de 08/08/2011
Nota da QdoChttp://comunidade.xl.pt/Record/blogs/quintadocareca/archive/2011/08/11/ainda-a-pol-233-mica-dos-t-237-tulos-de-benfica-e-fc-porto.aspx
Agradeço ao leitor o seu texto e o livre e correto exercício (salvo o último parágrafo, talvez...) do seu direito à discordância. E só não lhe dou uma resposta com a mesma dimensão porque a minha posição e a do Record são conhecidas e não mudam ao sabor de concordâncias e discordâncias: contamos a Taça Latina como título.
A FIFA tem outra "decisão oficial"? Ótimo, quando fizermos o ranking de títulos segundo a FIFA não deixaremos de respeitar essa decisão.
Mas quando elaborarmos o nosso ranking, fá-lo-emos segundo os nossos critérios. E sabe o leitor porquê? Porque não temos tutelas e não respondemos perante a FIFA, nem qualquer outra entidade. Respondemos apenas perante a lei e os leitores, e são eles, no apoio do trabalho que fazemos – e não do que alguns acham que devíamos fazer – que nos dão a liderança da imprensa desportiva em Portugal.
Quem não concordar connosco, sabe o que fazer: segue a concorrência, nomeadamente aquela que dá, aos adeptos ferrenhos de cada um dos dois clubes em causa, exatamente – e só – o que eles pretendem ler. Nessa política não entrará o Record.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Exmos. Senhores,
Já há uns meses vos contactei, a propósito do mesmo assunto desta mensagem. Constatei que, na vossa capa de hoje, dia 8 de Agosto de 2011, aparece escrito que, com a vitória na Supertaça, o Futebol Clube do Porto ultrapassou finalmente o Sport Lisboa e Benfica em número de títulos oficiais: 70 contra 69. No entanto, para podermos considerar que o Benfica tem 69 títulos, teremos de considerar a Taça Latina como título oficial, o que é, para ser simpático, no mínimo duvidoso.
A FIFA, contactada pela agência Lusa, afirmou que a Taça Latina, competição por convite, não é um título oficial. O Record discorda e, até aí, tudo bem. Cada um é livre de ter a sua opinião. Eu acho que uma competição por convite, onde clubes convidados se recusaram a participar, para ir ganhar dinheiro em competições amigáveis ou porque não tinham jogadores, ao serviço das suas selecções no Mundial de futebol é tudo menos uma competição oficial, mas todos temos direito à nossa opinião. Agora o que me faz uma tremenda confusão é que o Record ignore a opinião da autoridade máxima do futebol mundial. Por muito respeito que eu tenha pelo Record e, por mais que ache que o jornal desempenha um papel de relevo no desporto nacional, não vejo que o Record tenha qualquer autoridade para fazer tábua rasa às decisões da FIFA. Se o Record decidisse que os torneios do Guadiana e de Guimarães, o troféu Teresa Herrera, a taça da Amizade, a Eusébio Cup e a Liga de Matraquilhos do café da esquina de Unhais da Serra fossem competições oficiais teriam os leitores de o aceitar livremente?
Eu compreendo que seja difícil aceitar que o Futebol Clube do Porto seja o clube português com mais títulos. Todos temos as nossas cores clubísticas. Também acredito, enquanto assisto divertido, que doa bastante assumir a queda de alguns mitos de supremacia, superioridade e grandiosidade. Mas nada disto justifica a forma leviana como o Record abordou o assunto, ignorando a decisão oficial da FIFA, enganando os leitores com capas como a de hoje.
Toda esta história da Taça Latina já irrita. A tentativa de adiar o inadiável e de mascarar a supremacia do Porto de forma tão absurda já cheira mal. Cheira tão mal que proponho que se mude o nome ao prestigiado troféu, passando a chamar-se Taça Latrina.
Com os melhores cumprimentos
Já há uns meses vos contactei, a propósito do mesmo assunto desta mensagem. Constatei que, na vossa capa de hoje, dia 8 de Agosto de 2011, aparece escrito que, com a vitória na Supertaça, o Futebol Clube do Porto ultrapassou finalmente o Sport Lisboa e Benfica em número de títulos oficiais: 70 contra 69. No entanto, para podermos considerar que o Benfica tem 69 títulos, teremos de considerar a Taça Latina como título oficial, o que é, para ser simpático, no mínimo duvidoso.
A FIFA, contactada pela agência Lusa, afirmou que a Taça Latina, competição por convite, não é um título oficial. O Record discorda e, até aí, tudo bem. Cada um é livre de ter a sua opinião. Eu acho que uma competição por convite, onde clubes convidados se recusaram a participar, para ir ganhar dinheiro em competições amigáveis ou porque não tinham jogadores, ao serviço das suas selecções no Mundial de futebol é tudo menos uma competição oficial, mas todos temos direito à nossa opinião. Agora o que me faz uma tremenda confusão é que o Record ignore a opinião da autoridade máxima do futebol mundial. Por muito respeito que eu tenha pelo Record e, por mais que ache que o jornal desempenha um papel de relevo no desporto nacional, não vejo que o Record tenha qualquer autoridade para fazer tábua rasa às decisões da FIFA. Se o Record decidisse que os torneios do Guadiana e de Guimarães, o troféu Teresa Herrera, a taça da Amizade, a Eusébio Cup e a Liga de Matraquilhos do café da esquina de Unhais da Serra fossem competições oficiais teriam os leitores de o aceitar livremente?
Eu compreendo que seja difícil aceitar que o Futebol Clube do Porto seja o clube português com mais títulos. Todos temos as nossas cores clubísticas. Também acredito, enquanto assisto divertido, que doa bastante assumir a queda de alguns mitos de supremacia, superioridade e grandiosidade. Mas nada disto justifica a forma leviana como o Record abordou o assunto, ignorando a decisão oficial da FIFA, enganando os leitores com capas como a de hoje.
Toda esta história da Taça Latina já irrita. A tentativa de adiar o inadiável e de mascarar a supremacia do Porto de forma tão absurda já cheira mal. Cheira tão mal que proponho que se mude o nome ao prestigiado troféu, passando a chamar-se Taça Latrina.
Com os melhores cumprimentos
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